quarta-feira, 23 de abril de 2025

5 perguntas e 1 resposta que te dirigem para Deus

1- Os evangelhos são fontes históricas confiáveis?


2- Jesus existiu e não é um mito?


3- Há razões racionais válidas para acreditar que Jesus voltou a viver depois de morto?


4- Jesus era quem dizia ser, isto é, Deus encarnado?


5- Se, após pesquisares, considerares verdade todos os pontos anteriores, o que deves fazer com essa informação?


Resposta: Fala com Deus, pedindo o perdão para os teus erros e que Ele passe a comandar a nova vida que te oferece cheia de amor e de liberdade.

segunda-feira, 21 de abril de 2025

Da defesa da fé cristã

O Pai não me atribuiu uma mente apologética de qualidade.


Quando dou por mim a tratar a defesa da fé cristã nos meus pensamentos, a incapacidade da sistemática apologética é tão flagrante que me faz pensar em uma outra minha característica: a de não ser um bom jogador de xadrez, em que vou até certo ponto de capacidade de análise e, a partir daí, geram-se buracos de argumentação que sou incapaz de prever.


A sabedoria do meu Mestre também se manifesta em ninguém, crente ou incrédulo, me perguntar seja o que for acerca da minha fé.

terça-feira, 15 de abril de 2025

Da ambição

Ao longo da vida o Pai agraciou-me com perda de ambição. 


Já não conto, nem desejo, chegar a nenhum lugar, cumprir qualquer projeto nem adquirir o que quer que seja. Para além do que é necessário para eu e a minha família sobrevivermos, não ambiciono mais nada.


Nem sempre foi assim. Pelo contrário. 


Estar contente e satisfeito não é trendy, mas é bem fixe. 


 

quarta-feira, 9 de abril de 2025

Da mudança de aceitação do religioso

C ficou espantada por na sua turma a maioria dos seus colegas acreditar em Deus.


Os tempos vão mudando e eu acredito que se está a iniciar uma nova era de aceitação e adoção, mais do que do espiritual, do religioso. 


A produção artística sempre foi o batedor das novas tendências sociológicas. É também por aqui que se pode ver o inicio desta mudança, com o gradual abandono por parte dos artistas dos, até aqui, dominantes temas identitários deste século.


Um exemplo desta transição são os perfis dos finalistas do Prémio EDP. Ainda não é religião, mas está quase lá.

terça-feira, 8 de abril de 2025

Acerca de Tiago

Após a ascensão de Jesus, Tiago, seu irmão, foi escolhido como líder da igreja de Jerusalém. Aí está alguém importantíssimo para o cristianismo cuja relevância foi quase por completo ofuscada pela do apóstolo Paulo e, em certa medida, pela de Pedro.


Parece existir a possibilidade de o movimento de Jesus em Jerusalém ter tido particularidades, que nunca iremos conhecer, que o diferenciavam do da pregação da Boa Nova aos gentios.


É referido por Josefo, o historiador romano, e por alguns dos pais da igreja, além de estar presente no apócrifo evangelho de Tomé. Quanto à epístola a si atribuída pela tradição, será o único escrito que dele nos chegou.


Além da grande curiosidade pelo seu pensamento e doutrina, a particularidade acerca de Tiago que mais me intriga é poder representar um exemplo de sucessão por linhagem num movimento religioso, como viria a acontecer, por exemplo, com o islamismo uns séculos mais tarde.

segunda-feira, 7 de abril de 2025

Da coragem de Jesus

Relembro o Paixão de Cristo, de Mel Gibson.


A violência sobre Jesus nos seus últimos momentos contrasta em tudo com os inúmeros atos de amor que ele teve durante a sua vida.


Penso que Jesus foi, também, um homem exemplar. Corajoso, valente, enfrentou quem tinha de enfrentar sabendo que o que o esperava era o ódio dos poderosos. 

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Do asséptico e do sujo

Reparo que a minha vida espiritual usa duas perspetivas.


A primeira, a mais fofinha e iluminista, é a que me diz que o assunto se cinge a Deus e nós que, usando o nossa liberdade de escolha, Lhe obedecemos ou não.


A segunda fala de um terceiro elemento, o sobrenatural que nos rodeia e que tem um papel importante em tudo o que acontece. 


Por educação, penso que frequentarei muito mais o primeiro que o segundo, apesar de saber, por dolorosa experiência própria, que é o segundo com que tenho de contar.