segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Acalmar a tempestade

Quando, a pedido dos discípulos, Jesus acalma o vento e o mar em Marcos 4:36-41, os que estavam com ele ficaram abismados.


Aqueles homens já tinham assistido a numerosos milagres do Mestre. No entanto, aqueles estava relacionado com a Natureza, não com pessoas. Aquilo que presenciaram era de um outro nível.


A partir daí, Cristo teria de ser pensado de uma outra forma.  


  

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Da cobiça

O instrumento que usamos para quebrar cada um dos mandamentos é a cobiça. De uma forma ou de outra, todos estão relacionados com ela. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

As três tentativas

Uma das passagens bíblicas que mais me impressiona é a tentação de Jesus no deserto (Mateus 4:1-11). Vejo aí, nessas três tentativas frustradas de Satanás, os principais desafios que cada cristão enfrenta.


É como se Cristo se tivesse sujeitado a esse momento para nos alertar e explicar o modo de vida que o Pai deseja para nós.

quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Quando Jesus deixa de estar vivo

Há períodos em que, para mim, a figura de Jesus perde nitidez. Ao querer perceber, com esforço, as suas palavras nos evangelhos, começo a vê-lo mais como uma personagem do que como alguém que está vivo.


O Seu primordial Amor passa a ser visto como uma abstração, abafado por uma procura de resultados e conclusões aqui e agora.


O exterior, o material, os milagres, as promessas, as aparentes contradições dos evangelhos, captam a minha atenção e silenciam a alma que O procura.


 


 

terça-feira, 24 de setembro de 2024

A Segunda Vinda

A Segunda Vinda de Cristo parece ser muito importante para muitos.


Para os seguidores de Emanuel Swedenborg, por exemplo, a Segunda Vinda de Cristo está a acontecer através da Sua Palavra.


Já os Testemunhas de Jeová fizeram do acontecimento algo central na sua identidade.


A Segunda Vinda é-me indiferente. A Encarnação já me enche as medidas e é mais do que suficiente. Todas essas projeções apocalípticas me enfadam.

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Um canto como objetivo

Oferecer a minha mente ao Pai de modo a que Ele opere no mundo enquanto eu me recolho num canto, para não atrapalhar, abismado com o que faz.

domingo, 22 de setembro de 2024

Nota de rodapé

Oiço a predica expositiva e penso que, no fundo, para os cristãos evangélicos, o nosso nome está sempre numa nota de rodapé invisível correspondente a cada um dos versículos da Bíblia.


Não percebo, nem aceito isto, mas, tanto quanto sei, todos os outros na congregação o parecem praticar sem reservas.


Esta nota cultural evangélica é mesmo muito intrigante para mim.


 

sábado, 21 de setembro de 2024

No limbo do Livro

Os cristãos protestantes estão fidelizados à Bíblia, enquanto os cristãos católicos. além da Bíblia, consideram tão importante como esta a tradição da Igreja.


Os saduceus só aceitavam a Torah, tal como os fariseus, é certo, mas estes davam a mesma importância à tradição oral.


Sou um cristão que não está fidelizado à Bíblia. Não sei o que serei.


 

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Interpretar

As questões teológicas confundem-me.


O que significam estas palavras de Jesus? O que implicam? Há várias interpretações.


Dou por mim, com pena, a ter de delegar a minha leitura, tantas vezes, à intuição.

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

O amor que desconforta

Por vezes, durante dias, a conversa com o Pai é feita de um modo envergonhado, culpado. 


O sussurrar do pecado que se mantém nas ações do dia embota a capacidade de desviar os olhos do chão perante Ele.


O Espírito Santo é persistente, por amor. O desconforto existe e cresce enquanto eu não me arrepender perante Deus.

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

A arrogância de julgar

Uma das minhas grandes falhas é a arrogância.


Julgo os outros, principalmente os meus irmãos na Fé, de um modo leviano.


Em vez de ter compaixão por eles, pelas suas falhas ou modos diferentes, mesmo errados, de viver a relação com Deus, sinto uma forma de repulsa e vontade de os criticar, no fundo de os punir, o que não passa de uma vontade inicial de os aniquilar.


O meu orgulho, as certezas das minhas certezas, é um peso na que carrego comigo por falta de amor.

terça-feira, 10 de setembro de 2024

Não confiar tudo a Deus

Como o verdadeiro significado de fé é "confiar", a minha vida, em muitos aspetos, é uma demonstração sem pudor de que não a tenho.


É essa a razão, em honestidade, que me leva a não ter certeza de que irei para o Céu depois de morrer.


Pecar contra o Espírito Santo (Marcos 3:28-29) é o único pecado sem remissão, isto é, não depositar a  confiança no Pai e na Sua capacidade redentora para todo e qualquer aspeto da vida.


Serão realmente poucos os que entrarão no Reino. (Mateus 7:13-14)


 

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

A ira e o pecado

A ira é quase sempre, para mim, um atalho para o pecado.


As vezes que sucumbo à falta de amor pelo outro trazem-me a consciência de ter procedido mal.


O arrependimento passa por repor a justiça com quem me irei. Envergonhado perante o Pai, a vergonha de ser culpado perante os outros é, também, um dos resultados do exercício desse traço do orgulho que é permitir-me a ira.

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Julgar

Sou o otimista irritante dos lugares que habito. Amigos e colegas de trabalho censuram-me por isso.


A razão é a de o Pai ter vindo a transformar-me ao longo da minha vida. Evito mentalmente julgar aparências e ações  e, quando o faço, ou antes, quando reparo que o faço, retifico o pensamento.


Aprendi com Ele que formar opiniões pela pinta, mais do que ser um tiro quase sempre inevitavelmente falhado, é um sinal eloquente da minha fraqueza.


No que diz respeito ao outro, a Sabedoria divina convida-me, primeiro, ao silêncio. Depois, ao que de justo haja para pensar ou dizer.


 

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

A ligação fundamental

Os que me são estranhos têm a mesma natureza do que eu: são, na sua essência, almas.   


Perceber que estava ligado por algo fundamental a 7 mil milhões de identidades trouxe-me muito espanto. Afinal, é admirável estarmos todos por aqui com a mesma íntima semente, com a mesma natureza, em corpos diferentes, partilhando o tempo e o espaço durante o nosso tempo de vida.


Olhar assim para estas almas amadas por Deus fez, e faz, muita diferença para mim.

terça-feira, 3 de setembro de 2024

Os pequenos grandes milagres

A Fé oferece-me ver Deus nos mais pequenos pormenores dos dias. Os agradecimentos ao Pai surgem silenciosos por todas essas coisas que evitam o transtorno e promovem a harmonia.


Quantos aos grandes momentos da vida, Ele edifica as suas estruturas devagar, de modo, diria, quase furtivo, e um dia eles aparecem construídos, naturais. Se eu penso "Como é que eu cheguei aqui a esta prenda da misericórdia de Deus?", é difícil explicar.


A Fé diz-me que tudo contribui para o bem dos que amam a Deus. Seria impossível convencer alguém disto, mas é uma das poucas que sei. 

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

De D a mim, sem arrependimento

Fico perturbado pela violência da vida de D, que um par de horas atrás me tinha confessado que poderá estar quase a ficar a viver na rua. E assim chega a insónia de madrugada.


Bipolar, toxicodependente, o remorso que D parece sentir alimenta a necessidade de uma nova dose. 


Enquanto oro, pergunto ao Pai acerca do papel do arrependimento como condição para a Sua intervenção. De súbito, devido a D, surge a evidência de que o que se mantém de errado na minha vida advém de eu não me arrepender, só de lamentar.