Ao ir percebendo de um modo diferente o protestantismo em geral, e a quase inacreditável (para mim) infantilidade do culto e teologia das muitas religiões evangélicas em particular, sinto uma forma de tristeza originária na perceção de estar a cometer uma traição tribal aos meus.
Não irei falar com a minha família e amigos evangélicos de tudo isto que tenho vindo a descobrir aos poucos. Considerar-me-iam perigoso e inconveniente. E quem é que quer ser considerado assim pelos que ama? Quem é que quer colocar as crenças alheias em cheque quando tanto na vida dos outros parece depender delas? No fundo, quem é que quer ouvir o que não quer e sentir-se ameaçado na sua cosmovisão?