Tenho vindo a falar cada vez menos com o Pai.
Estabelecido, racionalmente, que Ele não é sensível às minha opiniões e emoções acerca do que quer que seja, para quê falar? Para mim? Para me sentir melhor? Orar trata-se tão somente de cuidar da minha saúde psicológica? Uma terapia emocional, no fundo?
Agradeço. Vou agradecendo sem nunca me esquecer que podia ser assim como aconteceu ou o seu contrário. É irrelevante, na verdade. Já aconteceu, ou nunca chegou a acontecer, e é deixar ir com o convencimento de que se Deus quiser mandar sofrimento, manda, e se quiser mandar bênção, manda, e eu não tenho nenhuma palavra a dizer acerca. Na verdade, não me parece que Ele esteja assim tão preocupado comigo e com os meus fait divers.
Perante isto, e perante a insignificância da Bíblia e da Tradição perante Deus, sinto-me livre e aliviado ao perceber que, na verdade, o convite do Pai, e Cristo, é outro, um muito diferente daquele com que cresci.
Deus é Bom. As encruzilhadas e as dúvidas são cada vez mais raras.
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