Estava no exílio pouco tempo depois de descobrir a verdade acerca da religião cristã. E assim estive duas décadas. Alguém usou, erradamente, a Parábola do Filho Pródigo (é quase perturbador o nível de afeto que os evangélicos dedicam a essa parábola) para descrever esse tempo em que não fiz parte de nenhuma comunidade. Essa ingenuidade involuntariamente arrogante, de se achar que a igreja se pode comparar a Deus, aquece-me o coração e comove-me como o gesto mal medido daquele que inadvertidamente derruba um copo de água que pretendia estender a alguém com sede.
A verdade do Pai não se revelou no exílio. Ela desenvolveu-se. Ganhou matéria. Deixou, graciosamente, que eu a incorporasse, que a começasse a perceber.
É tarefa para uma vida, essa de perceber a verdade de Deus.
Sem comentários:
Enviar um comentário