Habituei-me a pensar no Antigo Testamento como a narrativa das aventuras de um povo reescritas por motivos políticos e de poder.
Às histórias que fariam parte da tradição oral teriam sido acrescentados muitos episódios que legitimassem, sob capa de piedade religiosa, não só a destruição das outras tradições, como também a exaltação da genealogia do próprio Josias, o compilador do Pentateuco.
Com exceção dos livros sapienciais (Salmos, Eclesiastes, Provérbios e Cantares de Salomão, em que é o individuo que está no assunto, como no Novo Testamento), todos os restantes me parecem encomendados.
É por isso que a personalidade do Deus de Amor do NT não poderia ser a mesma da do Antigo, que ordena a destruição de cidades e o extermínio de mulheres e crianças. Referem-se ao mesmo Deus, mas a segunda é propaganda.
É isto que, intelectualmente, me permite ser cristão.
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