quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Da predica I

A predica nos serviços religiosos evangélicos é um elemento central. É um exercício que sempre me interessou, porque varia não só no estilo, mas também no tipo de conteúdo.


Em relação ao estilo, há os sérios, os zangados, os simpáticos, os humildes, os papás, os que gritam, os que leem tudo e de vez em quando olham para a congregação, os que não param quietos como se numa zona de catástrofe, os que se emocionam e choram, os frios como gelo, os que esbracejam com os dois braços ao mesmo tempo enquanto rodam as mãos num desejo de desenvolvimento cinético para o que estão a dizer, os que parece que estão num jogo de ténis, fixando uma e outra vez os pés como que se preparando para receber uma bola de serviço, os que usam histórias ilustrativas, os preocupados, os de gravata, os de polo, os de sweat shirt, os de t-shirt, os de intensidade contínua, os de intensidade imprevisível e os de intensidade baixa.


Já em relação ao conteúdo, há só três tipos: os que apresentam as Boas Novas com alegria, os que estão ali para administrar terapia psicológica e os que estão ali para nos fazer sentir miseráveis.


 

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