Sinto prazer em orar e em correr e, por vezes, junto as duas atividades, como aconteceu hoje ainda antes de o dia nascer.
Há qualquer coisa no ritmo da passada, e no da respiração, que facilita a conversa com Deus. Penso nisto e acho que percebo um pouco melhor as tradições religiosas que usam a repetição, quer para atingirem estados raros e místicos de ligação ao divino, quer para reforçarem, com o esforça da ladainha, o seu comprometimento com o que dizem ou cantam. Sou até, de certo modo, fascinado por isso. As danças do grupo dos Dervishes, sufis muçulmanos, ou esse grande mistério que é o uso do rosário pelos católicos, são bons exemplos.
É muito interessante como os princípios físicos são tantas vezes facilitadores dos espirituais.
E faz sentido. Não é no corpo que se faz canal de tudo isso?
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