Há já algum tempo que reflito sobre a obsessão, por parte dos cristãos, de acharem que só há um modo de pensar a Bíblia e o cristianismo. Cada seita, grupo ou igreja considera que há uma única forma correta de o cristianismo poder ser vivido do modo que o Pai deseja. Há uma interpretação sem mácula da Bíblia, e da tradição, e todas as outras devem conformar-se a ela. A contradição é evidente e, ao mesmo tempo, engraçada.
Ao caminhar com a realidade, e não com o meu desejo de realidade, é simplesmente honesto admitir que desejar a uniformidade não faz sentido. O que faz é, ao contrário, aceitar que o cristianismo "bate" de maneiras diferentes na mente e sentimentos das pessoas. Há pessoas que se consideram cristãos e não concordam com a ideia da Trindade, os que têm uma Bíblia com mais livros ou ainda, por exemplo, os que não concordam com a ideia de inerrável quando aplicada às Escrituras.
Só se explica a necessidade de falarmos todos a uma só voz, isto é, defendermos todos a mesma doutrina, por insegurança, desejo de controlo e orgulho, parece-me. Mas ainda tenho de pensar mais sobre o assunto.
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