quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Da ignorância religiosa crónica

É com surpresa que verifico que o Amarás o teu próximo como a ti mesmo é uma referência ao livro de Levítico, escrito, pelo menos, 350 anos antes de Cristo. 


Desde pequeno que pensava nessa frase como uma originalidade e um momento de génio de Jesus. 


Penso nisto e reflito nas minhas outras certezas acerca da Bíblia certamente baseadas na minha falta de conhecimento. Sim, é impossível erradicar a ignorância da minha religiosidade, o que, na verdade, acaba por ser libertador.


Graças ao Pai, a Fé é uma outra coisa, muito mais importante. 

5 comentários:

  1. Bom dia.
    Dificil encontrar alguém por aqui que fale de religião.
    Não sabia que estava escrito, nesse livro, mas, tento procurar colocar em prática tudo o que aprendo.
    No meu blogue só falo de religião praticamente, mas, é pouco visitado porque as pessoas desligaram um pouco da religião,muitos jovens não praticam abandonaram a Igreja, mas, também muitos vão à igreja e não praticam o bem.. somos uma geração cada vez mais perdida..

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  2. Bons dias. Não se trata de ignorância, mas da ausência de estudo, infelizmente muito comum, de dados tópicos na sociedade de hoje. Por exemplo, procure na internet o chamado "Evangelho de Tomé"; ele preserva cerca de 114 frases de Jesus, a maior parte das quais aparecem nos quatro evangelhos, mas que também contém algumas cujo tempo fez perder, e que dão bastante que pensar.

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  3. Conheço, embora não profundamente, o evangelho de Tomé. É fascinante ter estado "perdido" durante 2 mil anos e ter reaparecido em Nag Hammadi em 1945. Tem alguns elementos que alguns considerariam gnósticos, embora esse termo seja uma espécie de saco sem fundo em que se tende a colocar tudo o que difere, de algum modo, da teologia paulina e dos próprios evangelhos canónicos, embora tenha elementos comuns a Mateus e Marcos, salvo erro. O dito de Jesus que diz que o Reino está dentro de nós e fora de nós, e que só nos conhecendo a nós mesmos seremos conhecidos e perceberemos que somos filhos de Deus é a ideia mais marcante, para mim.
    Tem razão, é um bom exemplo do tanto que há para saber acerca do cristianismo que nos pode enriquecer, mas que nos passa ao lado. A curiosidade é fundamental, diria eu.

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  4. Penso que temos de ser nós, os que têm Fé, a ser os espelhos de Deus na Terra. Também é pelo nosso exemplo que quem não tem a nossa esperança em Cristo a poderá vir a reconhecer. Obrigado pelo comentário.

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  5. Deixamos então uma ideia - se nunca o fez, leia a "Summa Theologica" de Tomás de Aquino. É fácil de encontrar na internet, de forma gratuita, tanto no original como em tradução. Não é uma obra fácil, de todo, mas (quase) tudo aquilo que se possa querer saber sobre a religião de Cristo está por lá.

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